EUROPA OCIDENTAL NOS SÉCULOS XX E XXI

Arrasada após a Segunda Guerra Mundial, a Europa Ocidental foi reerguida pelo Plano Marshal, implantado pelos Estados Unidos e, dentro do contexto da Guerra Fria, passou a fazer parte da OTAN. Em 1944 foi criado o BENELUX, a integração econômica da Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

Em 1950, a Declaração Schuman propôs um acordo que entrou em vigor com o Tratado de Paris (1951), surgindo a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), que incluía o BENELUX, a França, a Alemanha Ocidental e a Itália.

Em 1957 foi assinado o Tratado de Roma, que criou a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atômica (EURATOM). Em 1973 passaram a fazer parte de CEE a Irlanda, O Reino Unido e a Dinamarca.

Em 1979 ocorreram as primeiras eleições para o Parlamento Europeu, cuja sede é em Bruxelas, na Bélgica. A Grécia (1981), Portugal e Espanha (1986) foram aceitos.

Em 1992 foi assinado o Tratado de Maastricht que criou a União Europeia (EU) e que previa a implantação da Moeda Comum Europeia, que veio a se chamar Euro e que entrou em vigor a partir de 2002.

Em 1995, a Áustria, a Suécia e a Finlândia juntaram-se à União Europeia. Em 2004, foram aceitos na UE, Malta, Chipre, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Hungria. Em janeiro de 2007, Romênia e Bulgária tornaram-se os mais novos membros da UE. Apesar da grave crise econômica em 2009, principalmente na Grécia, e das ameaças de crise na Espanha e Itália, a União Europeia continua sólida e mantêm-se como um dos blocos econômicos mais importantes do mundo.

OBS. Os principais problemas da Europa Ocidental e de seu bloco econômico são o desemprego elevado, o racismo, a xenofobia, a predominância de populações mais idosas sobre as mais jovens, a existência de neofascistas e neonazistas, além do nacionalismo caduco, que permite a existência de grupos terroristas, como o ETA (Grupo Separatista Basco) e o IRA (Exército Republicano Irlandês).